Reflexão: Você está guardando seus portões?

TEXTO BÍBLICO: “A CIDADE DE DEUS” – SALMO 48

Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, na cidade do nosso Deus. Seu santo monte, belo e sobranceiro, é a alegria de toda a terra; o monte Sião, para os lados do Norte, a cidade do grande Rei. Nos palácios dela, Deus se faz conhecer como alto refúgio. (…) 1-3
Como temos ouvido dizer, assim o vimos na cidade do Senhor dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a estabelece para sempre. Pensamos, ó Deus, na tua misericórdia no meio do teu templo. Como o teu nome, ó Deus, assim o teu louvor se estende até os confins da terra; a tua destra está cheia de justiça, exultem as filhas de Judá, por causa dos teus juízos. Percorrei a Sião, rodeai-a toda, contai-lhe as torres; notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios, para narrardes às gerações vindouras que este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até a morte”. 8-14.

Abri-me as portas da justiça. Entrarei por elas e renderei graças ao Senhor. Este é o portão do Senhor, através do qual os justos entrarão”. Sl 118.19-20.

“Entre nos seus portões com gratidão e nos seus átrios com louvor”. Sl 100.4.

Introdução:

O texto lido discorre sobre a Cidade Santa: Jerusalém, a alegria de toda a terra. Os judeus têm muito orgulho de sua cidade que era a capital da nação. Um texto do Talmud Babilônico afirmava que “das dez medidas de beleza que foram concedidas ao mundo; nove foram tomadas por Jerusalém”.
O papa Urbano II declarou que “Jerusalém é o umbigo do mundo”, devido à centralidade da Terra Santa.
Os relatos sobre a cidade exaltam sua beleza, como:
À distância, as montanhas de Jerusalém parecem ondas de um mar encapelado. Novos assentamentos judeus coroam suas encostas como pequenos carneiros. No meio dessa paisagem limitada por palmeiras, estão os altos muros de pedra da Cidade Velha, o coração de Jerusalém, que concentra os mais sagrados monumentos de judeus, cristãos e muçulmanos. Aqui, o peso da História e o poder da memória criam um torvelinho cósmico que muitas vezes obriga as pessoas a se confrontar, finalmente com o significado da vida e a existência de Deus”. Alan Mairson. (viagem) Ele também afirmou: “Fé é o sal dessa cidade e a torna diferente de qualquer outra do mundo
E a fé, ou a religiosidade, era o sal na época de Jesus. Josefo, historiador judeu da época afirmou que: “Jerusalém estava sempre cheia de visitantes e comerciantes chegando e partindo, havia hospedarias e pensões por toda a cidade. Na primavera, quando acontecia a Festa da Páscoa toda região se transformava num enorme acampamento. Os pobres armavam suas tendas fora dos muros da cidade, outros pagavam quartos”. Segundo o historiador, Jerusalém abrigava até 3 milhões de pessoas durante a Páscoa e havia, à época cerca de 480 sinagogas.
Clarence Wagner, diretor do movimento Shalom Jerusalém, ao avistar pela 1ª vez a cidade declarou que “Fui imediatamente atraído pela majestade e beleza da cidade – suas muralhas iluminadas pelo por do sol e os telhados arredondados, tornando-se em três dimensões por causa das sombras. Vendedores ambulantes, tentavam fechar a última venda, gritando a multidão de pessoas como a um enxame de abelhas entrando e saindo do portão de Damasco. Eu ouvia o chamado para a oração de uma mesquita muçulmana, enquanto os sinos de uma igreja acrescentaram-se ao barulho da atividade. Que lugar empolgante! E seria meu novo lar. O táxi me deixou, pois os carros não podiam passar nas ruas estreitas e com escadas da cidade antiga. Lá estava eu, olhando as vistas assombrosas diante de mim. Então, um homem, guiando um jumento se aproximou, oferecendo seus serviços. Amarrou minhas malas pesadas naquele animal de transporte e entramos pelo portão de Damasco. No meio do vigésimo século, senti-me voltando aos tempos bíblicos. O portão de Damasco é o portão que fica mais ao norte dos oito portões da cidade. Como muitos dos portões, chama-se pelo nome do destino da rua que começa nele: Damasco. É um portão lindo com portas altas, revestidas de ferro.”
Hoje, Jerusalém é uma cidade dividida e o judaísmo que imperava, não é mais a única religião. POR QUÊ? Não guardaram os portões da espiritualidade, do temor a Deus. Preocuparam-se mais com o comércio, com o lucro. Jesus chamou o templo de Jerusalém de CASA DE ORAÇÃO PARA TODOS OS POVOS, em Marcos 11.17. “Não está escrito, a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém a tendes transformado em covil de salteadores”. E ele também profetizou que não ficaria pedra sobre pedra daquele lindo monumento.
E realmente, toda a glória de Jerusalém acabou em 70 dC, quando o general romano Tito destruiu o templo, que era o foco central da cidade. Porém, não foi fácil derrotar os judeus, foram necessários 15 mil soldados que lutaram por 300 dias para tomar a fortaleza, considerada inexpugnável.

E nós, estamos guardando nossos portões?

Nos tempos antigos, o portão da cidade era seu local mais agitado. Perto ou dentro do portão havia uma praça onde acontecia o intercâmbio social e econômico. Lá ocorria a leitura da lei e das proclamações: Js 20.4; 2Cr 32.6; Nm 8.1,3); lá a justiça era administrada (Dt 16.18; 2Sm 15.2; Am 5.10-15); lá as notícias eram trocadas e discutidas (Gn 19.1) e a fofoca local era espalhada (Sl 69.12). Era o local dos mercados principais, o portão do peixe (Ne 3.3) ou das ovelhas (Ne 3.1). Em Jerusalém até mercados para os importados (Is 3.18-24) foram estabelecidos. Ser um presbítero que se sentava no portão da cidade era uma posição de honra (Pv 31.33; Dn 2.49).
O livro de Neemias que discorre sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém apresenta os nomes das 12 portas: 1 – Porta do Gado; 2 – Porta do Peixe (Porta de Damasco);3 – Porta Velha (Porta de Jafa);4 – Porta do Vale; 5 – Porta do Monturo;
6– Porta da Fonte; 7 – Porta do Cárcere;
8 – Porta das Águas;9 – Porta dos Cavalos;
10 – Porta Oriental; 11 – Porta de Mifcade (da Atribuição); 12 – Porta de Efraim. Hoje são somente 8, sendo que a Porta Dourada encontra-se fechada.
Funções dos portões

1. O portão significava autoridade:

Na Bíblia, um portão era mais que apenas a entrada da cidade. Figurativamente, representava o lugar de autoridade e a glória da cidade; AS PORTAS CHORARÃO, ESTARÃO DE LUTO (Is 3.26; Jr 14.2).Tomar posse dos portões significava tomar posse da cidade: A sua descendência possua a porta dos seus inimigos (Família à Rebeca) Gn24.60.
A frase bíblica “estar dentro dos portões”, refere-se à autoridade dos presbíteros que presidiam nos portões (Dt 15.7). Outra função dos presbíteros era proteger a cidade e o povo do mundo externo. Eles entrevistavam os que ali entravam para verificar se sua presença seria bem vinda.

2. A defesa da cidade começava nos portões:

Como os portões eram as únicas entradas das cidades, foram feitos de metal e de madeira (Sl 107.16; Is 45.2) e eram fechados durante a noite com travessas de ferro ou madeira (1Rs 4.13; Ne 3.13), para a proteção dos habitantes.
Mesmo com todo o cuidado, os portões eram os locais mais vulneráveis das muralhas das cidades. Era comum que tivessem torres ao seu lado (2Sm 18.24,33) sobre as quais ficavam sentinelas dia e noite. Alguns portões tinham salas ao lado do corredor, das quais as sentinelas podiam atacar os intrusos. Davi esperou pelo exército de Absalão numa destas salas (1Sm 18.24). A maioria dos portões tinha aberturas verticais e horizontais de onde se podiam jogar líquidos ferventes, flechas, pedras e outras coisas contra os soldados inimigos. O Senhor prometeu forças para aqueles que venciam o inimigo nos portões: “Naquele dia, o Senhor dos Exércitos será a coroa de glória e o formoso diadema para os restantes de seu povo. Será o espírito de justiça para o que se assenta a julgar e fortaleza para os que fazem recuar o assalto contra as portas”. (Is 28.5-6).

Como isto se aplica a nós?

Se era importante a defesa das cidades, do patrimônio, dos bens materiais, da vida física dos habitantes, muito mais é para Deus nossa defesa espiritual. E muito importante que cuidemos da defesa do nosso templo espiritual, que é nosso corpo, da nossa mente, do nosso espírito. Deus é a fortaleza necessária e poderosa para aqueles que ousam repreender o inimigo à porta, aqueles que não permitem que ele entre, que ocupe lugar, que tome conta do nosso território. Precisamos ter essa coragem, de vigiar as portas de nossas mentes, a saída de nossos lábios, e, também, vigiar o que entra em nossas casas. Como fazer isso?

1. Honrando as portas de nossas casas e de nossas vidas:

A porta de nossa casa é uma entrada e é nossa responsabilidade vigiar tudo o que passa por ela, para que seu foco permaneça no Senhor (Dt 11.18-20). Temos o compromisso diante de Deus de manter Seus preceito e “guardar os portões” de nossas casas contra as influências negativas que possam distrair do compromisso com Ele. Verificamos no mundo atual que é mais comum nossos filhos serem atraídos para falar e agir como os do mundo do que o contrário. É necessário, portanto, nossa orientação amorosa para guiar os filhos a um padrão que honre a Deus. Guardar nossos portões inclui tudo que entra em nossa casa: televisão, vídeos, leituras, internet etc. Precisamos criar nossos filhos na disciplina e instrução do Senhor. Efésios 6.4
HOJE MAIS DO QUE NUNCA A MENTALIDADE DE FORA DE NOSSAS CASAS, DE NOSSAS IGREJAS TEM TIDO MUITO PODER, TEM ATRAÍDO NOSSOS FILHOS, TEM SUFOCADO NOSSOS ENSINOS. A MODA É SE CONFORMAR A ESTE MUNDO, VESTIR A ROUPA DELE, ACEITAR SUA FILOSOFIA, VIVER EM COMUNHÃO, EM CONFORMIDADE COM SUAS NORMAS (OU MELHOR COM SUA AUSÊNCIA DE NORMAS). É MAIS CÔMODO, MENOS RESPONSÁVEL, MENOS COMPROMETIDO DEIXAR A VIDA NOS LEVAR. DO QUE TER UM PROPÓSITO DE VIDA, TER UM OBJETIVO E, PRINCIPALMENTE, AGRADAR A DEUS.
COMO FILHOS OU COMO PAIS PRECISAMOS HONRAR AS PORTAS DE NOSSAS CASAS. PARA QUE O MUNDO SAIBA QUE SOMOS DO SENHOR!

2. Preparando nossas defesas:

Nós pais cristãos precisamos nos preparar para combater o inimigo de nossas almas, com oração e ação para inibir seu ataque. Devemos estar sempre de prontidão, guardando nossa casa e nossos lábios para o Senhor. Para isso é importante estabelecer um padrão e o manter como defesa contra as influências anti-bíblicas. Devemos manter em nossos lares um ambiente que transmita amor, alegria e sabedoria divina, através de valores bíblicos.
MANTER UM PADRÃO, ESTABELECER LIMITES, SEGUIR PRINCÍPIOS. ISSO TUDO É IR CONTRA A FILOSOFIA PÓS-MODERNA.
Marcos Inhauser escreveu no Correio Popular sobre a disciplina do paraíso. Ele comentou que até no Jardim do Éden havia limites, a árvore do conhecimento do bem e do mal não devia ser tocada.
Hoje é proibido proibir, tudo é lícito, tudo convém, tudo deve ser experimentado, eu faço o que me agrada, eu tenho direito sobre o meu corpo etc. Essa psicologia de não coibir, deixar a criança se expressar livremente, não dizer não, não castigar, não impor limites, tem prejudicado muito nossa sociedade e, hoje, sofremos com o individualismo, egoísmo, ausência de valores, ausência de disciplina, de honestidade etc
Marcos Inhauser falou que essa completa liberdade dada à criança para que ela descubra por si mesma o que gosta ou não gosta, o que quer ou não quer, o que pode, ou não pode, faz com que seja uma criança que não sabe ouvir e obedecer e se tornará um adulto que não saberá dizer não quando necessário: não dirá não às drogas, não dirá não à libertinagem sexual, não dirá não ao pecado. Não terá auto-controle, não terá domínio próprio (que é fruto do ES) para dizer não e se entregará aos vícios, às paixões e aos erros. A Bíblia alerta: “foge das paixões da mocidade, segue a justiça, a fé, o amor e a paz“. 2 Tm 2.22. Como foi educada a não ser contrariada, quando jovem se atirará de corpo e alma somente ao que lhe agrada, e sem limites, correrá o perigo do extremismo: comerá demais (pecado da gula) e prejudicará sua saúde; trabalhará demais (pecado da ganância) e prejudicará seu relacionamento familiar; descansará demais (pecado da preguiça) e não realizará o plano de Deus na vida dela etc.

Conclusão

É nossa missão como pais cristãos verificar quem ou o que entra em nossa casa, e fazer dela um canto do Reino de Deus que atraia outros por causa da alegria, vida e luz de Deus que nela se expressa. Num mundo que está buscando por sentido, propósito e realização interior, nossos filhos poderão fazer a diferença e podem possibilitar a aqueles que convivem com eles a obtenção do que mais anseiam, isto é a paz interior que provêm da certeza de salvação em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Como recomendação, eu indico a freqüência à EBD. Fico muito triste ao ver pessoas indo embora após o culto da manhã, para mim, eles transformam esse culto da manhã em uma missa das 9. Já BASTA! Não sabem o que estão perdendo.
CADA AULA, CADA REFLEXÃO BÍBLICA É ARMA PARA ENFRENTARMOS O INIMIGO QUE ESTÁ À NOSSA PORTA, É FERRAMENTE PARA COMBATERMOS FILOSOFIAS PÓS-MODERNAS QUE SÃO CONTRÁRIAS À PRÁTICA CRISTÃ: DE AMOR, SOLIDARIEDADE, COMPREENSÃO, CONTENTAMENTO EM QUALQUER SITUAÇÃO. DEIXAMOS DE APRENDER, DEIXAMOS DE CRESCER E DEIXAMOS DE DAR EXEMPLO AOS NOSSOS FILHOS DE QUE O APRENDIZADO DA PALAVRA DE DEUS É IMPORTANTE PARA NÓS E DEVE SER IMPORTANTE TAMBÉM PARA ELES.
A FALTA DA GUARDA DOS PORTÕES ESTÁ SENDO REFLETIDA NA SOCIEDADE ATUAL, INCLUSIVE NAS PESSOAS QUE SE DIZEM EVANGÉLICAS, MAS NÃO QUEREM COMPROMISSO COM SUAS IGREJAS. CRESCE O NÚMERO DOS EVANGÉLICOS NÃO PRATICANTES, OS SEM IGREJA, (POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE O AMOR DE MUITOS ESFRIARÁ). CRESCE O NÚMERO DOS QUE NÃO SÃO ALUNOS DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL.

VAMOS REFLETIR, VAMOS AGIR, VAMOS FECHAR AS PORTAS DE NOSSAS CASAS, VAMOS HONRAR NOSSAS ENTRADAS E SAÍDAS.

QUE DEUS NOS ABENÇOE! AMÉM!!!